
O coração não tem rugas.
Essa bela frase, da conceituada escritora francesa do século XVII, Marie de Rabutin-Chantal, a marquesa de Sévigné, sempre me ocorre quando lembro de minha vívida e bem vivida juventude.
Anos longos, de dias curtos. Mas, sobretudo, época de infinitas descobertas, repletas de sobressaltos e prazeres jamais sentidos novamente com igual intensidade.
Durante a vida me apaixonei por tantas coisas, tantos sons, sabores, aromas, imagens, idéias, bichos, pessoas... Muita gente deixou marcas em minha impressiva alma - amigos e inimigos, paixões e rinhas, velhos e novos, bons e maus. Sou a soma de minhas angústias e alegrias, e multiplico-as à medida que o tempo passa com imagens que vou inserindo no lugar dos buracos da memória.
Mosqueiro é um lugar-chave de meu baú de reminiscências. O que digo, penso e sou foi, em grande parte, abstraído e conceituado ali, entre férias, primos, uma velha casa, dois velhos queridos e tantos dias e noites repletos de histórias e experiências.
Não é a receita completa de uma vida feliz, mas são ingredientes fundamentais da mistura.
Cada um tem a idade de seu coração e o meu tem muitas cicatrizes (não rugas, querida marquesa de Sévigné) que revelam sua larga experiência. Pois bateu demais... Demais.
Ainda que nem de longe o suficiente.
Alguém já disse que envelhecemos ao pararmos de nos divertir...
Essa bela frase, da conceituada escritora francesa do século XVII, Marie de Rabutin-Chantal, a marquesa de Sévigné, sempre me ocorre quando lembro de minha vívida e bem vivida juventude.
Anos longos, de dias curtos. Mas, sobretudo, época de infinitas descobertas, repletas de sobressaltos e prazeres jamais sentidos novamente com igual intensidade.
Durante a vida me apaixonei por tantas coisas, tantos sons, sabores, aromas, imagens, idéias, bichos, pessoas... Muita gente deixou marcas em minha impressiva alma - amigos e inimigos, paixões e rinhas, velhos e novos, bons e maus. Sou a soma de minhas angústias e alegrias, e multiplico-as à medida que o tempo passa com imagens que vou inserindo no lugar dos buracos da memória.
Mosqueiro é um lugar-chave de meu baú de reminiscências. O que digo, penso e sou foi, em grande parte, abstraído e conceituado ali, entre férias, primos, uma velha casa, dois velhos queridos e tantos dias e noites repletos de histórias e experiências.
Não é a receita completa de uma vida feliz, mas são ingredientes fundamentais da mistura.
Cada um tem a idade de seu coração e o meu tem muitas cicatrizes (não rugas, querida marquesa de Sévigné) que revelam sua larga experiência. Pois bateu demais... Demais.
Ainda que nem de longe o suficiente.
Alguém já disse que envelhecemos ao pararmos de nos divertir...
Pergunte a qualquer um, eu sempre fui um gaiato incorrigível.
: )