
"Na curva do Porto Artur/ O sol, um rio/ Um fio de memória branca/ A criança vai sorrir.
E vão tantas luas/ Demais tanto arder/ Sobe e desce a rua/ De meu bem querer.
Na senda das horas/ Te vi tão fugaz/ Um mito na tarde/ Mil anos atrás.
Olhe, já sinto a brisa do amanhã/ E é sonho o que vejo ao céu do entardecer/ Teu beijo é travoso/ É vício de se perder.
Um beijo na chuva/ É tanto prazer!/ O “gosto” na curva...
(Lembranças do Porto Arthur ao anoitecer)
Tão bela menina/ Me diga aonde eu vou...
Vivi nos teus olhos/ A vida que vi/ Memórias de um cego/ Do amor aprendiz."
A. Ramôa | 1998.
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